Teatro

TEATRO | 08 de Julho

A flor que nele habitava

Espaço Núcleo
Sábado às 20h30 | 55 min | Ingressos: Entrada Gratuita

Consciente finitude das coisas e de sua vida, um homem perdido na noite se encontra em uma estação ferroviária, solitário decide compartilhar suas experiências sobre particulares aparentemente comuns que compõem a existência, revelando a grandeza das coisas, a banalidade como são tratadas e a monotonia que torna a vida sem sabor. Revelando ao final de sua narrativa uma triste e surpreendente realidade

Todo o espetáculo é sobre a valorização da vida e o diálogo (aqui transformado em monólogo) parece misturar os conceitos de vida e de homem, tamanha é a forma como eles estão envolvidos. Na medida em que vemos o homem, vemos a vida que há nele. Desperdiçar o homem é, também, desperdiçar a própria vida. Não há meio homem (os centauros são seres mitológicos), nem tampouco meia vida. Ou se é homem ou não se é. Ou se está vivo, ou não se está. Um paciente terminal de câncer está tão vivo quanto um esportista, esse último passível de morrer de desastre aéreo.