Teatro

TEATRO | 13 de Agosto

O Pai

Ferreira Eventos Culturais
Domingo às 19h00 | 80 min | Ingressos: R$70,00 inteira, R$35,00 meia e R$40,00 antecipado até o dia 12 de agosto.*Estudantes, não será aceito boletos ou declaração de matrícula, apenas carteirinha de estudante com foto e data de validade.
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As confusões entre um pai em uma filha. A cômica convivência. A impaciência dos que frequentam a casa. Ora se amam, ora não se suportam. Sucesso no mundo inteiro, o premiado texto aqui é interpretado por Fulvio Stefanini, que com este trabalho ganhou o Prêmio Shell de melhor ator do ano. Carol Gonzalez, Lara Córdulla, Paulo Emílio Lisboa, Wilson Gomes e Carol Mariottini. compõe o elenco ao lado de Fulvio. Entre lapsos de memória e mal-entendidos, o espetáculo coloca o espectador dentro da história. O PAI é uma peça que diverte e emociona.

Vencedor do Prêmio Shell de Melhor Ator e comemorando 60 anos de carreira, Fulvio Stefanini está de volta com premiado e emocionante texto do francês Florian Zeller

El Padre, Le Père, The Father, O Pai, de Florian Zeller, é um texto de grande sucesso mundial e já foi montado na França, Inglaterra e EUA.

Na França ganhou os Prêmios Molière, o mais importante do teatro francês, de melhor peça, ator e atriz principal em 2014. Segundo a imprensa francesa, “a melhor peça em cartaz em Paris em 2012”, “Magistral” segundo Le Point, “Inesquecível” segundo La Croix, “Emocionante” segundo Le Nouvel Observateur. Segundo France Inter, “Um tesouro nacional, não deixem de assistir se vocês estiverem em Paris, se vocês gostam de teatro, se vocês gostam das emoções, se vocês gostam dos risos que se dissolvem em lágrimas, se vocês gostam das lágrimas que se transformam em risos, se a humanidade significa algo para vocês…”.

Na Inglaterra, foi eleita “a melhor peça do ano” pelo The Guardian.

Recentemente, esteve em cartaz na Argentina e estreou também nos cinemas com o nome Floride 2015.

O espetáculo retrata com requintado humor as vidas de um pai e de uma filha. As transformações trazidas pelo tempo, pela idade e pela convivência familiar. Como interferem no que os cercam? É possível sorrir diante de quadros já tão delicados como a idade avançada, dúvidas, doenças, decisões familiares? Tudo tratado de maneira poética, lúdica, romântica. O PAI é uma obra que transforma lágrimas em risos. E risos em lágrimas.

O texto mergulha no universo provável de um homem saudável cuja memória vacila. Nós mesmos sentimos as contradições dos fatos, a necessidade das repetições, a perda da lógica comum e as incompreensões e nossa razão fica também perdida. Pouco a pouco, ninguém consegue distinguir o real da ficção, o verdadeiro do falso, o importante e o superficial e então nós mesmos nos encontramos nesse vazio mental sem nenhum ponto de apoio, sem nenhuma possibilidade de evitar esse movimento inexorável em direção à alienação.  O norte da encenação é identificar a poesia de uma relação tão desgastada a partir de um problema aparentemente sem solução.

A primeira encenação brasileira traz Fulvio Stefanini no papel título, comemorando 60 anos de carreira e vencedor do Premio Shell de Melhor Ator. Completam o elenco Carolina Gonzalez, Lara Córdulla, Carol Mariottini, Paulo Emílio Lisboa e Wilson Gomes. A montagem conta com uma equipe de grande qualidade com André Cortez nos cenários, Letícia Barbieri nos figurinos, Wagner Antônio na iluminação e Léo Stefanini, que vem despontando na cena teatral, dirigindo seu pai justamente em uma peça que fala sobre a relação entre pais e filhos.

Uma obra que trata a relação humana de forma sutil e delicada. Abordar a “reta final” de uma trajetória desta maneira é fundamental para nossa própria compreensão. As dúvidas da filha, as confusões do pai, o envolvimento de terceiros. Tudo tão corriqueiro, tão próximo de todos nós. O que fazer? O PAI não responde. Apenas comove…

Por Fulvio Stefanini

Viver o André será um grande desafio. Um personagem instigante, complexo, divertido e comovente. Quando li a peça pela primeira vez percebi que teria a oportunidade de realizar um grande trabalho. Lidar com um tema tão delicado, de uma maneira sutil, buscando valorizar o que há de mais humano na relação com a filha e com os próximos. Fiz 60 anos de carreira. Ganhei de presente “O PAI”.

Texto: Florian Zeller | Tradução: Carolina Gonzalez e Lenita Aghetoni | Direção: Léo Stefanini | Produção 2017: Adriana Grzyb, Giovani Tozi e Léo Stefanini | Elenco: Fulvio Stefanini, Carol Gonzalez, Lara Córdulla, Carol Mariottini, Paulo Emilio Lisboa e Wilson Gomes | Cenário: André Cortez | Figurinos: Letícia Barbieri | Iluminação: Wagner Antônio | Direção de Arte Gráfica: Giovani ToziFotos de Cena: João Caldas Fº | Fotos em estúdio | “Smoking”: Paulo Emilio Lisboa | Conteúdo audiovisual: Matheus Luz